domingo, 13 de abril de 2008

recursos minerais



Recursos Minerais

Data de Início: Data de Fim: Autor: Instituição: Tema(s): MEIOAMBIENTE Custo: Financiador: Estado: Província: CDelgado
A Província de Cabo Delgado é conhecida pela sua riqueza do subsolo mas que até ao momento constitui como recurso predominante o mármore e a grafite. Como estes Recursos Minerais estão em grandes quantidades já conhecidas, existem indústrias de exploração dos mesmos. Os dados já confirmados de capacidade instalada de mármores são:Reserva do mármore 25.830.000 m3 com uma capacidade de exploração anual de 10.000 m3 de blocos e 200.000 m2 de chapas.Enquanto que a reserva de grafite situa-se em 24.000.000 de toneladas e a capacidade de produção fora fixada em 7.500 ton/ano.Além de grafite e mármore na província, existem em escala limitada, outros Recursos Minerais que na sua maioria são constituídos por pedras semipreciosa que a sua extracção traduz-se em artesanal. Face esta situação a DPREME de Cabo Delgado, desenvolveu várias actividades com vista a monitorar as actividades de extracção destes Recursos.Foi feito o reconhecimento geológico de zonas de ocorrências de Recursos Minerais em particular nos Distritos de Meluco, Muidumbe, Mueda, Chiúre, Namuno e Balama.Foi feita cartografia geológica nos Distritos de Balama, Chiúre, Namuno e Montepuez, esta actividade contou com a participação dos técnicos da Direcção Nacional de Geologia, DPREME e dos da Noruega.Foi feita a colheita de amostras geológicas para analises laboratoriais;Divulgação da Lei e Regulamento da actividade mineira aos garimpeiros e pessoas que ostentam maior interesse;Criada 3 Associações de garimpeiros no Distrito de Meluco, compostas por Antigos Combatentes de Luta de Libertação NacionalRealizou-se Inspecção nos Distritos de Chiúre, Namuno, Macomia e Muidumbe zona propensa e que atrai muitos cidadãos que fazem a extracção de pedras semipreciosas duma forma ilegal.Até ao momento considera-se que o levantamento aerogeofísico da Província, está concluído, esperando-se apenas os resultados do trabalho. Anteriormente os dados idênticos daqueles que sairão daquele levantamento estavam em mapas e fitas magnéticas e a integração com outros tornava difícil.
Como foi referido anteriormente, a Província de Cabo Delgado conhece duas explorações mineiras industriais. A mina de grafite ficou paralisada devido aos elevados custos de produção e um dos componentes que mais influenciou foi a produção de Energia eléctrica para mina. O condicionalismo para o seu relançamento é a chegada de Energia Eléctrica da rede de distribuição Nacional. No Inicio do I semestre do ano de 2005 esta Energia Eléctrica de HCB chegou na Província de Cabo Delgado faltando apenas montagem de linha da Subestação de Metoro até à mina de grafite. Isto vai acontecer ainda este ano.Para além das actividades acima referidas ainda foram levadas a cabo as seguintes:Foram feitas visitas ás pedreiras sazonais e da Marmonte em Montepuez, á Fábrica de polimento e do Porto de manuseamento de mármore de Pemba para avaliar as capacidades de operação do produto e os seus custos.Fiscalização em áreas de garimpo nos Distritos de Namuno e Meluco;Licenciamento de exploradores de material de construção e de garimpeiros nos Distritos de Meluco-Ravia, Minhanha e Muaguide; Namuno-Nanrapa, Pemba/Metuge-Mieze e Namuno-Machoca. De salientar que nesses locais foram criados 5 grupos de Associações dos garimpeiros que se dedicam na extracção do Quartzo Rosceo, Aguas Marinhas e granadas;Foram seleccionadas 10 (dez) camponeses nos Distritos de Meluco e Muidumbe para uma formação no Maputo em matérias de Cerâmica;Através do Cadastro Mineiro foram emitidas 44 (quarenta e quatro) licenças, dos quais 7 (sete) de reconhecimento, 15 (quinze) de prospecção e pesquisa.Foi identificado gesso que ocorre em três pequenos depósitos sedimentares no Distrito de Pembal Metuge. Este trabalho foi apoiado pela Companhia de Cimentos de Nacala e interessada na exploração do minério. Sendo que o processo de pedido de licença de prospecção e pesquisa está em curso na Direcção Nacional de Minas.Foi localizado Granito no Distrito de Meluco, cujo valor ornamental é médio. Havendo já Empresa que manifestou interesse na extracção e polimento deste minério.Foi descoberta uma colina de Calcedónia azul na bacia Hidrográfica do rio Messalo no Distrito de Meluco, classificada como uma espécie bastante rara no nosso País. Foi localizada a serra grafitosa de Balama, havendo personalidades privadas estrangeiras com interesse de extracção, tratamento e sua exportação.Descoberta de duas fontes de água subterrânea para produção de água mineral no Distrito de Namuno e duas no Distrito de Macomia. Para a primeira fonte, esta a Empresa dos Emirados Árabes Unidos interessada na exploração. Enquanto que para segunda os nacionais mostram interesse para a sua exploração.


Estação de tratamento de águas residuais

Foto de uma estação de tratamento de águas residuais (ETAR).
Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) que, no Brasil, se designa oficialmente também por Estação de Tratamento de Efluentes (ETE), são estações que tratam as águas residuais de origem doméstica e/ou industrial, comumente chamadas de
esgotos sanitários ou despejos industriais , para depois serem escoadas para o mar ou rio com um nível de poluição aceitável (ou então, serem "reutilizadas" para usos domésticos), através de um emissário, conforme a legislação vigente para o meio ambiente receptor. Numa ETAR as águas residuais passam por vários processos de tratamento com o objectivo de separar ou diminuir a quantidade da matéria poluente da água.


Fases do tratamento

Pré tratamento
No primeiro conjunto de tratamentos, designado por pré-tratamento ou tratamento preliminar, o esgoto é sujeito aos processos de separação dos sólidos mais grosseiros como sejam a gradagem (no Brasil, chamado de gradeamento) que pode ser composto por grades grosseiras, grades finas e/ou peneiras rotativas, o desarenamento nas caixas de areia e o desengorduramento nas chamadas caixas de gordura ou em pré-decantadores. Nesta fase, o esgoto é, desta forma, preparado para as fases de tratamento subsequentes, podendo ser sujeito a um pré-arejamento e a uma equalização tanto de caudais como de cargas poluentes.

Tratamento primário
Apesar do esgoto apresentar um aspecto ligeiramente mais razoável após a fase de pré-tratamento, posssui ainda praticamente inalteradas as suas características poluidoras. Segue-se, pois, o tratamento propriamente dito. A primeira fase de tratamento é designada por tratamento primário, onde a matéria poluente é separada da água por sedimentação nos sedimentadores primários. Este processo exclusivamente de acção física pode, em alguns casos, ser ajudado pela adição de agentes químicos que através de uma coagulação/floculação possibilitam a obtenção de flocos de matéria poluente de maiores dimensões e assim mais facilmente decantáveis.
Após o tratamento primário, a matéria poluente que permanece na água é de reduzidas dimensões, normalmente constituida por
coloides, não sendo por isso passível de ser removida por processos exclusivamente físico-químicos.A eficiência de um tratamento primário pode chegar a 60% ou mais dependendo do tipo de tratamento e da operação da ETE.

Tratamento secundário
Segue-se, pois, o chamado processo de tratamento secundário, geralmente consistindo num processo biológico, do tipo lodo ativado ou do tipo filtro biológico, onde a matéria orgânica (poluente) coloidal é consumida por microorganismos nos chamados reactores biológicos. Estes reatores são normalmente constituídos por tanques com grande quantidade de microorganismos aeróbios, havendo por isso a necessidade de promover o seu arejamento. O esgoto saído do reator biológico contem uma grande quantidade de microorganismos, sendo muito reduzida a matéria orgânica remanescente. A eficiência de um tratamento secundário pode chegar a 95% ou mais dependendo da operação da ETE. Os microorganismos sofrem posteriormente um processo de sedimentação nos designados sedimentadores (decantadores) secundários.
Findo o tratamento secundário, as águas residuais tratadas apresentam um reduzido nível de poluição por matéria orgânica, podendo na maioria dos casos, serem admitidas no meio ambiente receptor.

Tratamento terciário
Normalmente, antes do lançamento final no corpo receptor, é necessário proceder à desinfecção das águas residuais tratadas para a remoção dos organismos patogênicos ou, em casos especiais, à remoção de determinados nutrientes, como o azoto e o fósforo, que podem potenciar, isoladamente ou em conjunto, a eutrofização das águas receptoras.

Remoção de nutrientes
Águas residuárias podem conter altos níveis de nutrientes como nitrogênio e fósforo. A emissão em excesso destes pode levar ao acúmulo de nutrientes, fenômeno chamado de eutrofização, que encoraja o crescimento excessivo de algas e cianobactérias (algas azuis). Isto pode levar a um rápido crescimento de algas (bloom). A maior parte destas algas acaba morrendo, porém a decomposição das mesmas por bactérias remove oxigênico da água e a maioria dos peixes morrem. Além disso, algumas espécies de algas produzem toxinas que contaminam as fontes de água potável.
Há diferentes processos para remoção de nitrogênio e fósforo.
Desnitrificação requer condições anóxicas para que as comunidades biológicas apropriadas se formem. A desnitrificação é facilitada por um grande número de bactérias. Métodos de filtragem em areia, lagoa de polimento, etc. pode reduzir a quantidade de nitrogênio. O sistema de lodo ativado, se bem projetado, também pode reduzir significante parte do nitrogênio.
Remoção de fósforo pode ser feita por
precipitação química, geralmente com sais de ferro (ex. cloreto férrico) ou alumínio (ex. sulfato de alumínio). O lodo químico resultante é difícil de tratar e o uso dos produtos químicos torna-se caro. Apesar disso, a remoção química de fósforo requer equipamentos muito menores que os usados por remoção biológica.

Desinfecção
A desinfecção das águas residuais tratadas objetiva a remoção dos organismos patogênicos. O método de cloração também tem contribuido significativamenta na redução de odôres em estações de tratamento de esgôto. Revelou-se entre os processos artificiais o de menor custo e de elevado grau de eficiência em relação a outros processos como a ozonização que é bastante dispendiosa e a radiação ultra-violeta que não é aplicável a qualquer situação.


segunda-feira, 21 de janeiro de 2008